Desmontando mentiras do “movimento negro” sobre racismo e “dívida histórica”

André Messias

Recentemente, com o assassinato covarde e criminoso do negro americano Gorge Floyd, uma discussão sobre o racismo foi novamente levantada entre os brasileiros. Membros do chamado “movimento negro” começaram a clamar um racismo estrutural no Brasil legitimado inclusive pela Igreja católica. Tal fato é absurdo por vários fatores, mas nesse texto nos limitaremos a quebrar os argumentos sobre “divida histórica” e “culpabilidade exclusiva dos brancos no racismo” que é bem comum entre membros desse movimento progressista. Sobre o papel da Igreja no combate a escravidão deixamos um texto do Apologistas da Fé Católica que mostra muito bem isso. Agora vamos seguir desmontando mentiras e falácias do movimento negro sobre o racismo:

Vejamos o que os historiadores dizem sobre o papel dos brancos europeus na escravidão dos negros, sobre qual o papel dos árabes e dos próprios negros e como foram os brancos que livraram a ÁFRICA da escravidão.

– Foi a Europa Branca a primeira a abolir a escravidão:

A primeira civilização a abolir a escravidão foi a da Europa medieval; durante a idade média só na área dominada pelos árabes é que a ela se manteve ( península ibérica e sul da Itália) de onde desapareceu quando os cristãos europeus retomaram o controle destas áreas” – Herrs, Jacques. Les négriers en terres d’Islam. Perrin.

– Foram os árabes semitas e não os brancos europeus os inventores do tráfico de escravos negros:

O tráfico negreiro não foi uma invenção diabólica da Europa. Foi o Islã, desde muito cedo em contato com a África Negra através dos países situados entre Níger e Darfur e de seus centros mercantis da África Oriental, o primeiro a praticar em grande escala o tráfico negreiro (…)O comércio de homens foi um fato geral e conhecido de todas as humanidades primitivas. O Islã, civilização escravista por excelência, não inventou, tampouco, nem a escravidão nem o comércio de escravos”- BRAUDEL, Fernand. Gramática das Civilizações. São Paulo: Martins Fontes, 1989, p.138.

– Negros africanos vendiam outros negros para lucrarem e virarem impérios:

Com a venda de escravos, alguns reinos africanos , como o reino de Kano, na Nigéria, viraram impérios” – Lovejoy, Paul. A Escravidão na África. Civilização Brasileira, 2002, p.128

-Os africanos eram os principais operadores do comércio de escravos e tinham escravos brancos:

Os reis africanos controlavam o preço dos escravos africanos e tinham, até, escravos portugueses que usavam como serviçais para fazer o comércio com os europeus”-Lovejoy, Paul. A Escravidão na África. Civilização Brasileira, 2002, p.130

-O movimento pela abolição da escravidão negra foi liderada por brancos europeus no século 18/19:

O movimento abolicionista inglês se organizou em 1787 criando comitês para arrecadar fundos em prol da luta pelo fim da escravidão; foi o primeiro movimento organizado de luta antiescravagista do mundo e serviu de modelo para as lutas abolicionistas nos EUA e no Brasil onde partidos e grupos – geralmente de brancos de classe média ou da elite – passaram a trabalhar pela libertação dos negros”-Drescher, Seymor. Capitalism and Antislavery: British Mobilization in Comparative Perspective. Oxford Press, 1987, página 72.

-Apesar da luta anti-escravidão dos brancos, os reinos negros da África queriam manter o regime de escravidão e comércio negreiro:

Quando da divisão da África no congresso de Berlim em 1885, os países europeus que tomaram zonas coloniais ali, tiveram que lutar arduamente para substituir o trabalho escravo tradicional usado pelas tribos africanas, pelo trabalho livre” – -Drescher, Seymor. Capitalism and Antislavery: British Mobilization in Comparative Perspective. Oxford Press, 1987, página 72.

-É falsa a visão de que negros eram castigados com frequência no Brasil Colônia:

“Na maioria dos casos os brancos donos de escravos do Brasil eram proprietários de, em média – caso de 59% dos senhores brancos – apenas 4 escravos. Só 4,5% dos brancos tinham mais de 20 escravos e capatazes com condições de impor castigos físicos. Nas pequenas fazendas onde viviam 59% dos brancos e seus escravos eles trabalhavam juntos na roça, voltam para casa juntos e jantam juntos”- Bert, Jude Barickman. Um contraponto baiano. Civilização Brasileira, 2003, página 239.

– Foi o imperialismo europeu na África do século 19 quem acabou com a escravidão em várias zonas do continente como na Etiópia, Marrocos, África do Sul:

De 1879 a 1884 Stanley foi enviado secretamente por Leopoldo para a região do Congo, onde fez acordos com vários chefes africanos locais ao longo do Rio Congo até que em 1882, havia conseguido um território suficiente para formar as bases do Estado Livre do Congo. Leopoldo II tornou-se proprietário oficial da colônia em 1885 e a explorou com a extração de marfim e borracha. Em uma série de reuniões em Berlim de 1885 foi acordado que nesta região seria abolido o tráfico negreiro”- DAVIS JR, R. Hunt. Encyclopedia of African History and Culture. Vol IV – The Colonial Era (1850 to 1960

-Os brancos alemães se comprometeram a combater a escravidão na ÁFRICA, pelos tratados assumidos no Congresso de Berlim e ainda civilizaram o Togo, antes controlado por traficantes de escravos:

A colónia, conhecida, a partir de então, por Togolândia, tornou-se um modelo da colonização (muster kolonie), utilizado pela propaganda alemã, para contrapor aos índices de desenvolvimento britânicos e franceses, por considerar a Togolândia financeiramente autossuficiente, com estradas, pontes, caminhos-de-ferro e uma indústria agrícola, economicamente ativa, baseada nas exportações de cacau, café, e algodão e onde a escravidão havia sido proibida” – Bührer, Jules (1922), L’Afrique orientale allemande et la guerre de 1914-1918, Paris, L. Fournier.

– Não fossem os brancos ingleses e franceses no esforço de civilizar a ÁFRICA, no século 19/20, os povos africanos teriam mantido o modo de produção escravagista: “O papel de França e Inglaterra, ao espalhar conceitos de direitos civis, liberdade, trabalho assalariado foi decisivo para livrar a África do modo de produção escravista; a ÁFRICA foi o continente onde este modo de produção mais durou na história e sem a intervenção européia não teria caído já que era interesse dos reinos negros manter seu velho estilo de sociedade hierarquizada com base em donos de escravos x escravos” – Drescher, Seymor. Capitalism and Antislavery: British Mobilization in Comparative Perspective. Oxford Press, 1987, página 87

– Traficantes de escravos da África, capturaram e escravizaram cerca de 1 milhão de brancos entre 1500 e 1800:

1,25 milhão de escravos brancos: é isso que se calcula para toda a época da escravidão, de 1500 até 1800. este número se refere apenas às cidadelas dos caçadores de escravos no Mediterrâneo ocidental: Argel, Túnis e Trípoli. Mas também no Marrocos e no Egito, dezenas de milhares de europeus viviam em escravidão” – Carrol, Rory. New book reopens old arguments slave raids on Europe. The Guardian, março de 2004.

– Foram os brancos europeus que criaram as primeiras escolas e universidades da ÁFRICA:

“A França criou escolas superiores e profissionais no Senegal e Camarões: Escola Normal William Ponty (1912), Escola de Medicina no Dacar (1918), Escola Normal para meninas, em Rufisque (1939) e Katibugo, e Escola Primária Superior em Yaundé (1939). Destas instituições saíam mestres e administrativos para o resto das colônias francesas. A Inglaterra fez o mesmo com a fundação do colégio Achimota (no Gana) nos princípios do século xx, a fim de formar os seus administrativos da África Ocidental, e do Makerere (Uganda, 1939) para a África Oriental. Se nos fixarmos exclusivamente nos estudos superiores, existiam nas colônias inglesas o colégio universitário de Fourah Bay, fundado em 1827 pela Church Missionary Society em Freetown (Serra Leoa), a Universidade da Cidade do Cabo, criada em 1829 na África do Sul, e a Universidade do Cairo, levantada em 1904 no Egipto. Antes da época das independências dos países africanos ocorreu a eclosão dos centros universitários, que se edificaram em algumas colônias com o patrocínio dos países da Europa. A Inglaterra fundou em 1949 a Universidade de Ibadan (Nigéria) e a Universidade das Rodésias (actuais Zâmbia e Zimbabué) e de Niassalândia (actual Malawi) em 1957. A França abriu a de Dacar (Senegal) em 1958 e construiu, igualmente, dois institutos superiores para estudos administrativos em Abidjan (1958) e em Brazzaville (1959), uma Escola Normal Superior em Yaundé (1960) e ampliou a concessão de bolsas para estudar na metrópole. No Congo, foi a Igreja Católica a primeira a fundar uma universidade, em 1954: foi a Lovanium, instalada em Kinshasa e dependente da Universidade belga de Lovaina. As confissões protestantes fizeram o mesmo em Kisangani, em 1958. O Estado belga, por seu turno, criou, em 1956, a universidade oficial do Congo e do Ruanda-Burundi, e o Instituto Nacional para o Estudo Agrónomo do Congo (INEAC), que colheu êxitos relevantes mediante a realização de estudos específicos.”DAVIS JR, R. Hunt. Encyclopedia of African History and Culture. Vol IV – The Colonial Era (1850 to 1960)

Concluimos dizendo que esse conflito racial é coisa nova, vindo do cientificismo ateísta darwinista, não da Igreja ,que já teve inclusive Papas negros e escravos. Tratar os negros como um pobre deficiênte inocente e os brancos como um valentão malvado não condiz com a realidade historiográfica dos fatos. Só condiz com uma mentalidade sentimentalóide e, sim, racista do Movimento Negro. Racismo é algo condenável e absurdo agora depredar propriedade alheia, matar inocentes, roubar e saquear por uma “divida histórica” inexistente é coisa de criminoso. O próprio irmão de Gorge Floyd já afirmou que reprova a violência dos atos. Peçamos a intercessão dos Santos como Santa Bakhita, que sofreu sendo escravizada e torturada, para que se cesse esse ódio racial entre brancos e negros e para que um aspecto acidental não seja mais motivo de rixas, assassinatos e vandalismos por nenhum dos dois lados.

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