Resposta as objeções de Melquitas neo conservadores sobre o Palamismo

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ANDRÉ MESSIAS

Colocamos aqui o link de um vídeo que fizemos contra uma objeção levantada por um dos melquitas, que é ligado ao neo conservadorismo, aos nossos textos. Ele defende ,de forma descarada, que o contato entre o homem e Deus se procede por meio de um Noûs que seria um ” mecanismo” ou uma ” inteligência mística ” do homem que está dentro da Alma naturalmente e que,por meio dele, obteríamos o conhecimento intuitivo de Deus e a Theosis. Todos os homens o teriam, mas, pelo pecado,ele estaria insipiente ou adormecido sendo necessário tomarmos consciência dele. Essa visão é herética,pois coloca o mecanismo de justificação e Santificação do Homem dentro de sua própria Natureza não como algo acrescentado no Batismo de forma acidental. Isso gera uma Confusão entre a Ordem natural e Sobrenatural que o Papa Pio XII Denunciou na Humani Generis:

Outros desvirtuam o conceito de gratuidade da ordem sobrenatural, sustentando que Deus não pode criar seres inteligentes sem ordená-los e chamá-los à visão beatífica. “

Esse tipo de pensamento pode gerar facilmente imanência vital modernista e até apocatastases como última consequência. Além disso, conjecturar que dentro das próprias faculdades do homem está o local de conexão com Deus faz com que Deus ,de certo modo, possa ser parte do homem bem diferente do conceito de Graça Criada acidental e Inhabitação Divina do catolicismo.Por fim, esse tipo de ideia leva fatalmente ao perenialismo, pois coloca uma forma de conhecimento que não necessita do intelecto, por via de conhecimento abstrativo, sendo uma pura intuição mística exatamente como os perenialistas abordam. Demonstra-se também uma desvalorização do intelecto e da abstração -como forma propriamente humana de conhecer – valorizando mais a ação que a compreensão. O crítico também demonstra um desconhecimento Básico do que é a Visão Beatífica e coloca que ela poderia ser alcançada nessa vida contrariando os ditos de Santo Tomás e a visão católica:

Art. 3 — Se a beatitude pode ser obtida nesta vida”Podemos alcançar nesta vida uma certa participação de beatitude; beatitude perfeita porém e verdadeira não pode ser obtida. E isto podemos prová-lo de dois modos.Primeiro, pela essência comum da beatitude. Pois, sendo ela o bem perfeito e suficiente, exclui todo mal e satisfaz todo desejo. — Ora, nesta vida não podemos excluir todo mal. Pois, a vida presente está sujeita a muitos males, que não podem ser evitados: à ignorância da inteligência; à afeição desordenada do apetite; e a muitos incômodos do corpo, que Agostinho diligentemente enumera1. — Semelhantemente, também o desejo do bem não pode ser saciado nesta vida. Pois naturalmente o homem deseja a permanência do bem que possui. Ora, não só os bens da vida presente são transitórios, mas ainda passa a própria vida, que naturalmente desejamos e queríamos permanecesse perpetuamente, porque naturalmente ao homem lhe repugna a morte. Por onde, é impossível nesta vida obter-se a verdadeira beatitude. Segundo, se se considerar o em que especialmente consiste a beatitude — a visão da essência divina, a que o homem não pode chegar nesta vida, como já se demonstrou na primeira parte2.Donde manifestamente resulta que ninguém nesta vida pode alcançar a verdadeira e perfeita beatitude.(IV Sent., dist. XLIII, a . 1, q ª 1; dist. XLIX, q. 1, a . 1, q ª 4; Cont. Gent., cap. XLVIII; I Ethic., lect. X, XVI).”

O Melquita em questão confunde a visão Beatífica com a Inhabitação Divina em vida e com o contato com as Energias Palamitas. Demonstrando um desconhecimento básico.Concluindo, no vídeo também mostramos que essa posição melquita basicamente comprova a noção Panenteísta da teologia cismática que leva a um imanentismo sim- mesmo defendendo um Deus transcendente. Demonstrando como a Confusão pós concílio atingiu os Orientais e os fez aderir a pautas e doutrinas cismáticas e contrárias a Fé.

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