É pecado chamar palavrões?

Cristo crucificado

André Messias

Há alguns dias, o vídeo da reunião ministerial do Presidente Jair Bolsonaro foi exposto para o grande público. O vídeo estava recheado de palavrões horrendos, tanto da parte do Presidente, quanto da parte de alguns de seus ministros. Muitos direitistas (como o Youtuber Bernardo Küster), para tentar se opor a esquerda, aprovaram essa atitude reproduzindo e compartilhando afirmações do gênero “melhor falar palavrão do que roubar”.

Ora, uma consulta rápida no Catecismo e nos escritos dos santos lhes mostram o quanto tal prática ofende a Deus:

“Que nos proíbe o sexto Mandamento: não pecar contra a castidade?

O Sexto Mandamento: não pecar contra a castidade, proíbe qualquer ação, palavra ou olhar contrários à santa pureza; e a infidelidade no matrimônio.” (Catecismo de São Pio X, Parágrafo 423.)

“Que nos ordenam o sexto e o nono Mandamentos? O sexto Mandamento ordena-nos que sejamos castos e modestos nas ações, nos olhares, no porte e nas palavras. O nono Mandamento ordena-nos que sejamos castos e puros, ainda mesmo no nosso íntimo, isto é, na alma e no coração.” (Catecismo de São Pio X Parágrafo 428)

“Que nos proíbe o quinto Mandamento: não matar? O quinto Mandamento: não matar, proíbe dar a morte ao próximo, nele bater ou feri-lo, ou causar qualquer outro dano no seu corpo, por nós ou por meio de outrem. Proíbe também ofendê-lo com palavras injuriosas e querer-lhe o mal. Neste Mandamento Deus proíbe ainda ao homem dai, a morte a si mesmo, isto é, o suicídio.” (Catecismo de São Pio X – Parágrafo 411)

E nos ensinam os santos:

“A boca de uma pessoa que fala palavrões e tem um falar contrário à pureza é senão uma abertura e um tanque que o Inferno usa para vomitar suas impurezas sobre a Terra.”(São João Maria Vianney)

“Tenha em mente, pobre insensato que o você é, que essas brincadeiras indecentes fazem rir hoje os demônios e que elas farão que você chore um dia no inferno. […] Não diga que você agiu sem malícia, pois é quase impossível que você não seja nos seus atos o que você é nas suas palavras.” (Santo Afonso de Ligório, bispo e doutor da Santa Igreja)

“Não está longe dos atos aquele que se deleita nessas palavras.” (São Jerônimo de Estridão, citado por Santo Afonso)

São Sidônio Apolinário, Bispo de Auvergne, na França, no século V, diz que é impossível encontrar um homem imoral na linguagem e puro nos costumes. E São Bernardo diz que terminamos por praticar aquilo que gostamos de ouvir.

“A terceira graça que você deve implorar da Virgem Imaculada é a de ficar sempre afastado da companhia de pessoas, que possuem um péssimo linguajar, mesmo que sejam da própria família. Posso garantir que é mais prejudicial a companhia de uma dessas, que a do próprio demônio. Fugindo dessas companhias, você será feliz e trilhará o caminho que conduz ao Paraíso.” (São Sidônio Apolinário)

O mesmo afirma São João Bosco em sua obra O Cristão Bem formado.

Portanto, quem defende esse tipo de comportamento ofende a Deus, alegra ao demônio e de forma alguma age como católico. 

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