Centro Dom Bosco instrumentaliza a Fé para defender políticos favoritos

carreata fracassada
Manifestação fracassada em favor de Bolsonaro.

Durante esses dias de pandemia, o Centro Dom Bosco (RJ) tem infelizmente instrumentalizado a Fé Católica para defender políticos associados ao Governo. Se por um lado é verdade que entre o atual Presidente e Fernando Haddad, Bolsonaro poderia ser visto como um mal menor, nada justifica instrumentalizar a Fé Católica para promover um Governo que está longe de ser católico. Utilizando-se de uma imagem de Nossa Senhora de Fátima e rezando o Rosário, no entanto, o Centro Dom Bosco fez uma manifestação “pelas intenções do presidente”, em que nossa Fé foi instrumentalizada por um grupo de jovens empolgados em favor das pautas de um político liberal que sequer estão diretamente relacionadas à nossa Fé. Como era de se esperar, a manifestação foi um fracasso. A adesão foi mínima e o Governo entrou em uma crise maior ainda depois dela.  Não satisfeitos, os líderes do CDB fizeram “lives” contra os adversários políticos do Presidente (em temas também não relacionados diretamente com nossa Religião), jurando haver algo de “católico” nisso. Por fim, publicaram ontem um texto em seu blog, onde os católicos que criticam Bolsonaro eram comparados a fariseus “arremessadores de pedras”. Em outras palavras, é como se fosse um: “Extra Bolsonaro Nulla Salus”.

Breve histórico da decadência do CDB

No início do ano, o Centro Dom Bosco passava por um momento de aparente progresso intelectual. Com a eleição de 2018 cada vez mais distante, seus líderes começavam a se desassociar da imagem de “extensão católica da Nova Direita” para combater publicamente os novos perigos que ameaçam a Fé dos brasileiros como as figuras “sacrossantas” da direita (Ítalo Marsili, Josias Teófilo, Sara Winter, etc) e até mesmo a heresia perenialista.

Principal referência intelectual do grupo até então, o Professor Carlos Nougué, com a ajuda de mais quatro outros centros espalhados por todo o Brasil (que na época ainda faziam parte da chamada “Liga Cristo Rei”), ousaram atacar diretamente a figura de Olavo de Carvalho, chefe ideológico da direita e maior propagador do perenialismo no Brasil. Era demais para os líderes do Centro Carioca. Unindo-se com as alas mais progressistas do restante da “Liga” (olavistas, carismáticos, hermeneutas, etc), iniciaram um trabalho de críticas internas conjuntas ao Professor Nougué e aos quatro outros corajosos centros católicos por suposta “imprudência” até que os mesmos (com o professor incluso) se desligassem oficialmente da iniciativa.  Era a prudência dos homens, que instava os líderes do CDB a agirem dessa maneira e perderem seu maior aliado intelectual.

Olavo de Carvalho, por outro lado, escritor liberal e aberto defensor do perenialismo,  continua a ser louvado como “um senhor muito lindo, muito lindo e muito especial” (minutos 2:47-2:56) em um dos vídeos do canal oficial do Centro Dom Bosco no YouTube. Quantas almas devem ter sido influenciadas a abraçar o olavismo após o vídeo do relato dessa senhora “convertida pelo Olavo”? No Dia do Juízo, esperemos para ver a reação dos líderes do CDB. 

 

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