Cardeal Hummes ironiza FSSPX e afirma que o Sínodo da Amazônia é ‘‘fruto legítimo do Concílio Vaticano II’’

CARDEALHUMMES

O Cardeal Cáudio Hummes, conhecido por suas posições progressistas (em oposição à Tradição bi-milenar da Igreja Católica) e relator do Sínodo da Amazônia, comemorou uma triste verdade na sua missa celebrada nas catacumbas de Santa Domitila (no ato de renovação do herético Pacto das Catacumbas). Ele citou uma fala do superior da Fraternidade São Pio X, Padre Davide Pagliarini, e afirmou comemorando que o Sínodo da Amazônia ‘‘é um fruto legítimo do Concílio Vaticano II” e que ‘‘não é possível ser a favor do Concílio e contra o Sínodo’’.

Veja a declaração do Cardeal Cláudio Hummes:

Houve uma entrevista do superior dos lefebvristanos, da Fraternidade de São Pio X, esse superior dizia assim para aqueles que são contra o Sínodo [da Amazônia]: ele dizia que vocês não podem ser contra o Sínodo porque o Sínodo é o fruto legítimo do Concílio Vaticano II, nós somos contra o Sínodo porque éramos contra o Vaticano II, vocês não podem ser contra. <bispos e os que o assistiam gargalharam>. É uma ironia não? Nós damos graças a Deus por esse fruto belo do Vaticano II.

A única saída para destruição deste Sínodo é a destruição dos documentos contraditórios do Concílio Vaticano II. A hermenêutica da continuidade do Papa Bento XVI foi um fracasso e não resolveu a crise iniciada no Concílio: pelo contrário, seu sucessor a agravou em proporções gigantescas. Todos estão assustados com a força da heresia modernista, a hierarquia parece ter perdido a fé.

Dom Lefebvre sempre esteve correto. Hoje os ‘‘conservadores” que defendem o contraditório Concílio estão sem entender como os tradicionalistas crescem tanto mas a resposta está bem visível, basta olhar quais foram os frutos do Concílio: contradição, apostasia e crise.

RESUMO DO CONCÍLIO VATICANO II:

O Concílio Vaticano II foi o último Concílio da Igreja Católica e o responsável pela formalização da crise na Igreja. Foi com seus documentos que os ensinamentos da herética Nouvelle Theologie ganharam status magisterial. Os documentos conciliares foram acusados por renomados bispos, arcebispos e cardeais de, entre outras coisas, terem aderido ao Liberalismo, ao Modernismo, ao Pelagianismo, ao Antropocentrismo, ao Irenismo e ao Relativismo. Este Concílio não apresentou voluntas definiendi (vontade de definir) e, portanto, compõe apenas Magistério Ordinário Não-Infalível (Meramente Autêntico) não gozando de infalibilidade sendo meramente pastoral e não dogmático.

O Concílio apresenta um grau magisterial que pode conter erros. No caso do Vaticano II, claramente conteve. Para o magistério meramente autêntico se deve dar um assentimento moralmente certo porém condicionado. As condições são, basicamente: (I) que o novo ensinamento não contradiga o Magistério infalível anterior e (II) que o novo ensinamento não contradiga a razão natural. Caso o magistério meramente autêntico contradiga essas condições ele pode ser questionado ou dissentido (obviamente, com prudência). É o caso do Concílio: não todos mas muitos documentos contêm erros heterodoxos. Um exemplo claro é o ensinamento liberal ensinado na declaração Dignitatis Humanae sobre ‘‘liberdade” religiosa que contradiz explicitamente todos os documentos magisteriais infalíveis anteriores. Outros exemplos de erros conciliares são os ensinamentos irenistas ‘‘dialogantes” (diálogo ecumênico e interreligioso) que contrariam a Mortalium Animos do Papa Pio XI e a colegialidade episcopal (que visa reduzir a autoridade monárquica do Vigário de Cristo submetendo-o a ‘democratismos’ insanos).

Existiam três grupos no Concílio: os modernistas (hereges condenados por São Pio X mas que hoje estão com toda força e influência), os conservadores (defensores da hermenêutica da ‘‘continuidade”, isto é, supostamente interpretar os documentos ambíguos ‘‘na luz da Tradição”) e os tradicionalistas (defensores do que a Igreja sempre ensinou e da supressão dos documentos contraditórios). Com João Paulo II e Bento XVI pensava-se que a ‘hermenêutica da continuidade’ iria resolver os problemas desta crise na Igreja (que pode ser considerada a maior da história pois grande parte – se não a maioria – da alta hierarquia apostatou). Mas veio o contrário: o sucessor de Bento XVI, Francisco I, ignora o debate sobre os erros evidentes no Concílio Vaticano II. E mais: o Papa Francisco agravou a crise contrariando ainda mais o magistério anterior: defendeu a tese absolutamente absurda e condenada infalivelmente da ‘‘separação da Igreja e do Estado”, ensinou contrariando o Magistério anterior ao condenar a pena de morte e assinou a Declaração de Abu Dhabi onde dizia que ‘‘a diversidade de religiões é algo da vontade de Deus”. A hermenêutica da continuidade fracassou e os antes ‘‘conservadores” estão aderindo ao Tradicionalismo.

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