Cardeal Burke afirma que a Missa de Paulo VI reduziu “ao menor grau possível” o caráter teocêntrico da Liturgia

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Desde o início do pontificado de Francisco, o cardeal americano Raymond Leo Burke parece estar se aproximando cada vez mais do tradicionalismo católico. Já tendo rejeitado abertamente a parte da declaração conciliar ‘Nostra Aetate’ que diz que os católicos adoram o mesmo Deus que os maometanos, o cardeal Burke, em outra entrevista, criticou também a Reforma Litúrgica de Paulo VI e seu Missal.

Na entrevista em questão, o referido cardeal criticou a “imprudência”, “radicalidade” e “violência” da Reforma de Paulo VI, e, por mais que tenha reconhecido que juridicamente as duas missas sejam atualmente consideradas como duas formas do mesmo Rito Romano, fez questão de acentuar a superioridade da chamada “forma extraordinária” sob a “forma ordinária” pois “a diferença entre as duas formas é muito acentuada”, uma vez que, por exemplo, o novo missal diminuiu “praticamente ao menor grau possível” o caráter teocêntrico da Liturgia.

Segue parte da entrevista supracitada:

P. Você imaginaria em 1975 que, um dia, ofereceria missa no Rito que foi abandonado por uma questão de renovação?

R. Não, eu não teria imaginado isso. Embora eu também deva dizer que acho isso muito normal, porque foi um Rito tão bonito e que a Igreja tenha o recuperou, me parece um sinal muito saudável. Mas, na época, devo dizer que a reforma litúrgica em particular foi muito radical e, como eu disse antes, até violenta, e o pensamento de uma restauração não parecia realmente possível. Mas, graças a Deus, aconteceu.

P. Juridicamente, o Novus Ordo e a Missa Latina Tradicional são o mesmo Rito. Essa também é sua experiência de fato quando você celebra uma Missa Pontifícia no novo ou no antigo rito?

R. Sim, entendo que eles são o mesmo rito e acredito que, quando o chamado Novo Rito ou a Forma Comum é comemorado com muito cuidado e com um forte senso de que a Santa Liturgia é a ação de Deus, pode ver mais claramente a unidade das duas formas do mesmo rito. Por outro lado, espero que – com o tempo – alguns dos elementos que imprudentemente tenham sido removidos do rito da Missa, que agora se tornou a Forma Comum, possam ser restaurados, porque a diferença entre as duas formas é muito acentuada.

Q. Em que sentido?

R. A rica articulação da Forma Extraordinária, que sempre aponta para a natureza teocêntrica da liturgia, é praticamente diminuída ao menor grau possível na Forma Ordinária.

(FONTE: Matéria do site americano http://www.ccwatershed.org)

Burke, no entanto, não está sozinho. Como mostramos semana passada, o bispo de Astana (Cazaquistão), Dom Athanasius Schneider também prega abertamente a superioridade litúrgica da Missa Tridentina e considera que nova liturgia abriu “cinco feridas no corpo místico de Cristo”.

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