Em artigos, Dom Henrique Soares defende Estado Laico e rejeita doutrina do Reinado Social de Jesus Cristo

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Conhecido por rejeitar o ensinamento infalível do Magistério Ordinário Universal da Igreja sobre a existência histórica de Adão e Eva, o bispo de Palmares, Dom Henrique Soares, também é um conhecido defensor da tese liberal de separação Igreja-Estado, tese esta também abertamente condenada pelo Magistério da Igreja.

Em um de seus textos na internet, o bispo em questão afirma:

A laicidade (separação entre a Igreja e o Estado) é um valor defendido também pela Igreja. Os discípulos de Cristo não querem privilégios nem desejam ensinar o Governo a governar. O Estado brasileiro não tem nem deve ter uma religião oficial; deve, sim, garantir a plena liberdade de culto como também o pleno direito dos cidadãos a exprimirem de modo público a sua fé e as convicções que dela advêm.” (Dom Henrique Soares, ‘Artigo sobre Laicidade’).

Tal posição (“a Igreja deve estar separada do Estado e o Estado da Igreja”) foi anatemizada pelo Papa Pio IX na sua bula Syllabus, item 55, por contrariar a doutrina do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, que afirma que não só os indivíduos como também as sociedades e os Estados devem oficialmente reconhecer Cristo como Rei e confessar a única religião fundada por Ele. Os seguintes documentos magisteriais declaram que não só as sociedades de maneira geral, como também os Estados de maioria católica devem confessar oficialmente a única verdadeira religião, que é a Igreja Católica:

• Encíclica Sicut universitatis (Inocêncio III);
• Bula Unam Sanctam (Bonifácio VIII);
• Constituição Licet iuxta doctrinam (Erros de Marsílio de Pádua e de João de Jandun sobre a constituição da Igreja; João XXII);
• Encíclica Etsi multa luctuosa (Pio IX);
• Encíclica Quanta cura (Pio IX);
• o Syllabus (Pio IX);
• Encíclica Quod Apostolici muneris (Pio IX);
• Encíclica Diuturnum illud (Leão XIII);
• Encíclica Immortale Dei (Leão XIII);
• Encíclica Libertas praestantissimus (Leão XIII);
• Encíclica Sapientiae christianae (Leão XIII);
• Encíclica Annum sacrum (Leão XIII);
• Encíclica Rerum novarum (Leão XIII);
• Encíclica Graves de communi re (Leão XIII);
• Encíclica Vehementer Nos (S. Pio X);
• Encíclica Communium rerum (S. Pio X);
• Encíclica Jucunda sane (S. Pio X);
• Encíclica Pascendi (S. Pio X);
• Motu proprio Sacrorum antistitum (S. Pio X);
• Encíclica Editae saepe Dei (S. Pio X);
• Encíclica E supremi apostolatus (S. Pio X);
• Encíclica Il fermo proposito (S. Pio X);
• Carta sobre a ação social, janeiro de 1907 (S. Pio X);
• Encíclica Ad diem illum (S. Pio X);
• Alocução Gravissimum (S. Pio X);
• Encíclica Notre charge apostolique (S. Pio X);
• Encíclica Ubi arcano (Pio XI);
• Encíclica Quas Primas (Pio XI), a carta magna da Cristandade;
• Encíclica Divini illius magistri (Pio XI);
• Encíclica Quadragesimo anno (Pio XI);
• Encíclica Firmissimam constantiam (Pio XI);
• Encíclica Summi Pontificatus (Pio XII).

 

O bispo, no entanto, sabe disso. Mas prefere criticar tais documentos chamando-os de “reacionários” e elogiar o suposto fato do Concílio Vaticano II ter rompido com o Ensinamento Magisterial Constante da Igreja:

“Já o Santo Padre Pio IX (1846-1878) teve que enfrentar tal situação. Havia primeiramente a ferida aberta e supurante, provocada pela Questão Romana: a Igreja perdera os Estados Pontifícios, exatamente em nome das novas idéias sociais e da democracia… Isto gerava todo um estado de espírito de contraposição ao mundo moderno, fazendo a Igreja assumir uma atitude reacionária, já que se posicionava contra tudo que tivesse ligação com a “revolução”: idéias como democracia, liberdade religiosa, liberdade de consciência, luta pela justiça social, etc, eram vistas com infinita desconfiança porque eram defendidas exatamente pelos ambientes liberais e racionalistas que se contrapunham à religião cristã. O ideal, para a hierarquia eclesiástica, seria o impossível: a volta do Antigo Regime, da monarquia absoluta pré-Revolução Francesa. A mentalidade católica tornou-se, assim, reacionária, fechada, fossilizante. De uma Igreja que tinha sido tantas vezes criativa e propositiva na Antiguidade e na Idade Média, passava-se a uma mentalidade estéril e de retranca. Em 1864, Pio IX escreveu a Encíclica Quanta Cura e o Syllabus, um catálogo de 80 erros contemporâneos, contendo condenações generalizadas de tendências liberais dentro da Igreja. Só para se ter uma idéia da mentalidade de então: a 76ª. tese condenava quem afirmasse que o fim do Estado Pontifício ajudaria à liberdade da Igreja; a 80ª. tese negava que o papado pudesse se reconciliar com o progresso. Note-se que a Igreja foi assumindo uma atitude profundamente negativa em relação ao mundo atual, tornado-se não somente conservadora, mas reacionária mesmo – no sentido em que adota uma postura defensiva, hostil e negativa a tudo quanto vinha do mundo moderno” (Dom Henrique Soares, ‘Texto contra os “tradicionalistas paranóicos”‘)

 

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