Dom Henrique Soares abraça poligenismo e nega existência histórica de Adão e Eva

Belém, 14 de outubro de 2019| Com o intuito de “refutar” a Associação Cultural Montfort, o bispo da Diocese de Palmares, Dom Henrique Soares, negou explicitamente em seu site, a existência histórica de Adão e Eva. Em suas palavras:

“Nenhum católico é obrigado a pensar que a humanidade veio de um só casal. Eu defendo claramente o poligenismo, mas respeito quem pensa diversamente, pois não é assunto fechado.” (Dom Henrique Soares, ‘Artigo contra a Montfort’ – https://www.domhenrique.com.br/single-post/2008/12/29/Site-Montfort-tradicionalistas-integristas-e-males-congêneres)

O problema que o supracitado bispo finge não perceber com esta sua interpretação pessoal das Escrituras – que contraria todos os ensinamentos papais sobre o tema – é que se Adão e Eva não existiram, também não existiu o pecado original, e sem o pecado original, Jesus morreu na cruz por absolutamente nada.

Eis o bispo que tantos consideram como um “conservador”. Indagado sobre a condenação que Pio XII fez ao poligenismo em sua Humani Generis, o bispo de Palmares contentou-se em dizer que tal ensinamento “não é infalível” (o que é uma mentira haja vista que, diferentemente dos documentos do Concílio Vaticano II, não se trata de Magistério Ordinário “meramente autêntico”, mas sim de Magistério Ordinário Constante Universal da Igreja, e, portanto dispõe de infalibilidade).

Ficamos com o ensinamento do Venerável Pio XII:

“Mas, tratando-se de outra hipótese, isto é, a do poligenismo, os filhos da Igreja não gozam da mesma liberdade, pois os fiéis cristãos não podem abraçar a teoria de que depois de Adão tenha havido na terra verdadeiros homens não procedentes do mesmo protoparente por geração natural, ou, ainda, que Adão signifique o conjunto dos primeiros pais; já que não se vê claro de que modo tal afirmação pode harmonizar-se com o que as fontes da verdade revelada e os documentos do magistério da Igreja ensinam acerca do pecado original, que procede do pecado verdadeiramente cometido por um só Adão e que, transmitindo-se a todos os homens pela geração, é próprio de cada um deles” (Papa Pio XII, Humani Generis, Agosto de 1950, item 37)

Que, por ter sido unânime desde sempre no Magistério da Igreja, configura o infalível “Magistério Ordinário Universal” afirmado pelo Concílio Vaticano I:

“Deve-se, pois, crer com fé divina e católica tudo o que está contido na palavra divina escrita ou transmitida pela Tradição, bem como tudo o que a Igreja, quer em declaração solene, quer pelo Magistério ordinário e universal, nos propõe a crer como revelado por Deus” (Const. Dogm. Pastor Aeternus, Dz 1792).

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