Dom Athanasius Schneider publica ‘Christus Vincit’, seu novo livro sobre a crise na Igreja

novo livro dom Athanasius

Foi publicado hoje (02/10), o novo livro de Dom Athanasius Schneider, bispo de Astana (Cazaquistão), sobre a crise na Igreja. Na obra, o reverendíssimo bispo de Astana, debate questões relacionadas ao modernismo, aos documentos do Concílio Vaticano II, à Missa Tridentina, à Fraternidade de São Pio X (FSSPX), ao indiferentismo religioso, e, é claro, ao “Sínodo para a Amazônia” que se iniciará semana que vem (06/10).

O livro, que ainda só está disponível em inglês na Amazon Americana e na Amazon Britânica, chama-se “Christus Vincit!”, que em latim, significa “Cristo Vence!”. Sua co-autora é a jornalista do jornal católico “Lifesitenews”, Diane Montagna, que em algumas de suas matérias se demonstrou aparentemente uma defensora da Missa Tradicional.

Entre as autoridades que elogiaram o livro – e que são citados na descrição da obra de Dom Athanasius – estão o cardeal Raymond Leo Burke, Prefeito Emérito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, o cardeal Robert Sarah, atual Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, o exegeta e professor americano Scott Hahn, o ilustre teólogo britânico Pe. Aidan Nichols, e o teólogo Pe. Gerald E. Murray, diocesano de Nova York conhecido por sua tese em defesa de Dom Lefebvre, Dom Mayer, e dos demais bispos, padres e fiéis da FSSPX. 

As posições de Dom Athanasius

a) Sobre o Concílio e a chamada “hermenêutica da continuidade”:

Dom Athanasius Schneider é abertamente crítico de uma “hermenêutica cega da continuidade” que produz “interpretações forçadas” e considera que a crise da Igreja começou pelo fato de o Concílio Vaticano II possuir “pronunciamentos dificilmente concordantes com a tradição magisterial constante da Igreja” ou “objetivamente ambíguos”:

Alguns dos novos pronunciamentos do Vaticano II (por exemplo, colegialidade, liberdade religiosa, diálogo ecuménico e inter-religioso, atitude para com o mundo) não são definitivos e por eles, aparentemente ou em realidade, não concordarem com os pronunciamentos tradicionais e constantes do Magistério, devem ser ainda completados com explicações mais exatas e com suplementos mais precisos de caráter doutrinal. Uma aplicação cega do princípio da “hermenêutica da continuidade” também não ajuda, pois se criam com isso interpretações forçadas, que não convencem e que não ajudam para chegar ao conhecimento mais claro das verdades imutáveis da Fé Católica e da sua aplicação concreta.

Houve casos na história onde expressões não definitivas de alguns concílios foram, mais tarde, graças a um debate teológico sereno, precisadas ou tacitamente corrigidas (por exemplo, os pronunciamentos do Concílio de Florença acerca da matéria do sacramento da ordenação, isto é, que a matéria fosse a entrega dos instrumentos, mas a tradição mais segura e constante dizia que era suficiente a imposição das mãos do bispo, o que Pio XII em 1947 confirmou).

Se depois do concílio de Florença os teólogos tivessem aplicado cegamente o princípio da “hermenêutica da continuidade” a este pronunciamento específico do concílio de Florença (um pronunciamento objetivamente errôneo), defendendo a tese que a entrega dos instrumentos como matéria do sacramento da ordem fosse uma expressão do Magistério constante da Igreja, provavelmente não se teria chegado ao consenso geral dos teólogos sobre a verdade que diz que somente a imposição das mãos do bispo constituiria propriamente a matéria do sacramento da ordem.

Deve-se criar na Igreja um clima sereno de discussão doutrinal acerca daqueles pronunciamentos do Vaticano II que são ambíguos ou que criaram interpretações errôneas. Não há nada de escandaloso nisso, pelo contrário, será uma contribuiçao para guardar e explicar na maneira mais segura e integral o depósito da Fé imutável da Igreja.

Não se deve destacar demais um determinado concílio, absolutizando-o ou equiparando-o de fato, à Palavra de Deus oral (Tradição Sagrada) ou escrita (Sagrada Escritura).

(…)

O problema da atual crise da Igreja consiste, em parte, no fato de que se infalibizaram aqueles pronunciamentos do Vaticano II que são objetivamente ambíguos, ou aqueles poucos pronunciamentos dificilmente concordantes com a tradição magisterial constante da Igreja. Dessa forma, impediu-se um sadio debate e uma necessária correção, implícita ou tácita, dando, ao mesmo tempo, o incentivo para criar afirmações teológicas contrastantes com a tradição perene (por exemplo, no que diz respeito à nova teoria de um assim chamado duplo sujeito ordinário supremo do governo da Igreja, ou seja, o Papa sozinho e todo o colégio episcopal junto com o Papa; ou a doutrina da assim chamada neutralidade do Estado frente ao culto público que ele deve prestar ao Deus verdadeiro, que é Jesus Cristo, Rei também de cada sociedade humana e política; a relativização da verdade que a Igreja Católica é o único caminho da salvação querido e ordenado por Deus).(Dom Athanasius Schneider, ‘A interpretação do Concílio Vaticano II e a sua relação com a crise atual da Igreja’)

Isso não excluiria, no entanto, os pontos positivos do Concílio:

“Os quatro assuntos seguintes: Nossa Senhora, santificação da vida pessoal, defesa da Fé com a santificação do mundo segundo o espírito perene da Igreja e o primado da adoração de Deus são os tópicos mais urgentes a serem vividos e aplicados hoje em dia. Nisso, o Vaticano II tem um papel profético, o que, infelizmente, não está ainda realizado de modo satisfatório. Em vez de viver e de aplicar estes quatro aspectos, uma considerável parte da “nomenklatura” teológica e administrativa na vida da Igreja, há meio século, promoveu e está ainda promovendo assuntos doutrinários, pastorais e litúrgicos ambíguos, deturpando, assim, a intenção originária do Concílio ou abusando dos seus pronunciamentos doutrinários menos claros ou ambíguos a fim de criar uma outra Igreja de tipo relativista ou protestante. Estamos vivenciando o auge desse desenvolvimento em nossos dias.” (Dom Athanasius Schneider, ‘A interpretação do Concílio Vaticano II e a sua relação com a crise atual da Igreja’)

2) Sobre as chamadas ‘liberdade religiosa’ e ‘liberdade de consciência’

Contrário ao liberalismo, Dom Athanasius é defensor da doutrina tradicional do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, e defende abertamente que nas sociedades católicas também os Estados devam confessar a Fé Católica.

Embora nas suas declarações mais antigas, Dom Athanasius – que já morou no Brasil e fala português fluente – tenha tentado interpretar da máxima maneira que fosse conforme à Tradição a Declaração do Concílio Vaticano II sobre liberdade religiosa (‘Dignitatis Humanae’),  acabou por mostrar-se contrário à liberdade de propaganda pública das falsas religiões nos países de maioria católica:

“Por exemplo, na América Latina, os proselitismos protestantes agressivos estão destruindo grandes populações católicas. Como católicos, não podemos nos contentar com isso e não podemos dizer que essa é uma aplicação da liberdade religiosa. (…) Nestes casos, devemos defender os católicos. (…) Quando existe (a maioria católica), as falsas religiões e seitas não têm o direito de fazer propaganda lá. (…) Eles podem viver (lá), mas (os governos) não podem lhes dar o mesmo direito de fazer propaganda em detrimento dos católicos.” (Dom Athanaisus Schneider, ‘Entrevista sobre Liberdade Religiosa’)

Em sua mais recente “Declaração de verdades relacionadas com alguns dos erros mais comuns na vida da Igreja de nosso tempo” , publicada em 31 de maio de 2019 (ou seja, este ano) em conjunto com os cardeais Burke e Janis Pujats e com os Arcebispos Tomash Peta e Jan Pawel Lenga, Dom Athanasius (e demais autoridades) afirma que:

O dom do livre arbítrio com que Deus Criador dotou a pessoa humana concede ao homem o direito natural de escolher unicamente o bem e o verdadeiro. Nenhum ser humano tem, portanto, o direito de ofender a Deus escolhendo o mal moral do pecado ou o erro religioso da idolatria, da blasfêmia ou de uma religião falsa.” (‘Declaração de verdades relacionadas com alguns dos erros mais comuns na vida da Igreja de nosso tempo’, item 11)

b) Sobre o ecumenismo e relações da Igreja com as seitas e falsas religiões

Também em sua “Declaração de verdades”, o Dom Athanasius afirma que:

O verdadeiro ecumenismo tem por objetivo que os não-católicos se integrem à unidade que a Igreja Católica possui de modo inquebrantável em virtude da oração de Cristo, sempre atendida pelo Pai: «para que sejam um» (Jn. 17,11), a unidade, que a Igreja professa no Símbolo da fé: «Creio na Igreja uma». Por conseguinte, o ecumenismo não pode ter como finalidade legítima a fundação de uma Igreja que ainda não existe.” (‘Declaração de verdades relacionadas com alguns dos erros mais comuns na vida da Igreja de nosso tempo’, item 7)

Este é o posicionamento da Mortalium Animos de Pio XI, que rejeitou o movimento ecumênico (vide por exemplo o item 9 deste documento papal) e que posteriormente foi praticamente “anulada” pelo Concílio através da Declaração “Unitatis Redintegratio”, assinada por Paulo VI, que ambiguamente colocou a unidade da Igreja como um ideal que foi perdido ao longo do tempo e que precisava ser “restaurado” através do “diálogo” com as seitas.

Para Dom Athanasius e as demais autoridades que assinaram a declaração, portanto, a palavra “ecumenismo” deve ser entendida no mesmo sentido em que falamos de um “Concílio Ecumênico”: referindo-se à unidade que já existe na Igreja Católica e não à um ideal a ser alcançado ou restaurado.

A supracitada declaração conjunta de cardeais e bispos também condenou a ideia de que as falsas religiões possam ser de alguma forma identificadas como “sementes do Verbo”:

“As formas de espiritualidade e religiões que promovem alguma forma de idolatria ou panteísmo não podem considerar-se sementes nem frutos do Verbo, pois são enganos que impedem a evangelização e a eterna salvação de seus sequazes, como ensina a Sagrada Escritura: «O deus, desta presente era perversa, cegou o entendimento dos descrentes, a fim de que não vejam a luz do Evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus» (2 Cor. 4,4).” (‘Declaração de verdades relacionadas com alguns dos erros mais comuns na vida da Igreja de nosso tempo’, item 6)

Ora, isso contraria claramente o Decreto Ad Gentes do Concílio Vaticano II, que, por sua vez, afirma sobre os adeptos das falsas religiões e suas falsas doutrinas: “familiarizem-se com as suas tradições nacionais e religiosas; façam assomar à luz, com alegria e respeito, as sementes do Verbo nelas adormecidas” (Concílio Vaticano II, Decreto Ad Gentes, 11).

Na ‘Declaração’, os bispos e cardeais da Igreja, entre os quais se inclui Dom Athanasius, também rejeitam a parte do documento conciliar Nostra Aetate que afirma que os mulçumanos “adoram eles o Deus Único, vivo e subsistente, misericordioso e omnipotente, criador do céu e da terra” (item 3), dizendo:

Nem os muçulmanos nem outros que não têm fé em Jesus Cristo, Deus e homem, mesmo que sejam monoteístas, podem render a Deus o mesmo culto de adoração que os cristãos; quer dizer, a adoração sobrenatural em Espírito e em Verdade (cf. Jn. 4,24; Ef. 2,8) por parte dos que receberam o Espírito da filiação (cf. Rm. 8,15).” (‘Declaração de verdades relacionadas com alguns dos erros mais comuns na vida da Igreja de nosso tempo’, item 5)

Isso concorda também com a posição do cardeal Burke, um dos signatários, que já criticou publicamente o documento Nostra Aetate por essa declaração sobre os mulçumanos.

 

c) Colegialidade episcopal

Outro tema polêmico adotado no Concílio foi a tese da colegialidade episcopal. Sobre isto, além da primeira entrevista acima publicada em que ele inclui este tema como um dos “pronunciamentos dificilmente concordantes com a tradição magisterial constante da Igreja”, na supracitada ‘Declaração sobre as Verdades’ escrita com os demais bispos e cardeais, Dom Athanasius reafirma – ainda que indiretamente – que a autoridade do Papa supera mesmo a de todo um Concílio Ecumênico:

“Pela vontade de Cristo e pela constituição divina da Igreja, apenas varões batizados podem receber o sacramento da Ordem, seja para o episcopado, o sacerdócio ou o diaconado (cf. Carta apostólica de João Paulo II Ordinatio sacerdotalis, 4). Ademais, a afirmação de que apenas um Concílio ecuménico pode dirimir esta questão é errada, dado que a autoridade dum Concílio ecuménico não é maior do que a do Romano Pontífice (cf. V Concílio de Laterão, sessão 11; Concílio Vaticano I, sessão 4, c. 3).”  (‘Declaração de verdades relacionadas com alguns dos erros mais comuns na vida da Igreja de nosso tempo’, item 40)

 

d) Reforma Litúrgica e Missa Nova

Conhecido por celebrar a Missa Tradicional, Dom Athanasius é crítico de vários pontos da Reforma Litúrgica do Papa Paulo VI, assim como de itens posteriormente autorizados oficialmente pelo Vaticano no pontificado do Papa João Paulo II.

No artigo em que comenta sobre as mudanças litúrgicas oriundas do pós-Concílio, o bispo de Astana enumera como “as cinco feridas no corpo místico de Cristo”, as seguintes práticas litúrgicas autorizadas pelos Papas conciliares e pós-conciliares: 1)a celebração do sacrifício da Missa versus populum; 2) a permissão da comunhão na mão; 3) As novas orações do ofertório introduzidas por Paulo VI; 4) o desaparecimento do latim na missa; e 5) mulheres servindo no altar como acólitas, leitoras e “ministras” da Eucaristia.

Segundo Dom Athanasius:

“A terceira ferida [ao corpo místico de Cristo] são as novas orações do ofertório. Eles são uma criação inteiramente nova e nunca foram usados na Igreja. Elas fazem expressar menos o mistério do sacrifício da cruz do que [a ideia de] uma Ceia; assim, elas lembram as orações da refeição do sábado judaico. Na tradição de mais de mil anos da Igreja, tanto no Oriente quanto no Ocidente, as orações do Ofertório sempre foram expressamente orientadas para o mistério do sacrifício da Cruz (ver, por exemplo, Paul Tirot, Histoire des Prières d’offertoire dans la liturgie romaine du VIIème au XVIème siècle [Roma, 1985]). Não há dúvida de que uma criação absolutamente nova contradiz a clara formulação do Vaticano II que afirma: “Innovationes ne fiant… novae formae ex formis iam exstantibus organice crescant” (Sacrosanctum Concilium, 23).” (Dom Athanasius Schneider, ‘Artigo sobre as Mudanças na Liturgia’)

Tal crítica à Novus Ordo de Paulo VI é conhecida nos meios tradicionalistas – que sempre criticaram o novo missal por enfatizar mais a ideia da “ceia” protestante que a do “sacrifício” católico e por desproporcionalmente utilizar mais a palavra “sacrifício” em seus textos para designar meramente um “sacrifício espiritual de oração e louvor”, como também fazem os luteranos, do que um sacrifício verdadeiro e propiciatório. Assim também ressoa a ‘Declaração’ que Dom Athanasius Schneider escreveu em conjunto com os demais bispos e cardeais:

“Na Santa Missa é oferecido à Santíssima Trindade um sacrifício verdadeiro e próprio, e este sacrifício tem um valor propiciatório tanto para os homens que vivem na terra como para as almas do purgatório. É, portanto, errada a opinião segundo a qual o Sacrifício da Missa consistiria simplesmente no facto de o povo oferecer um sacrifício espiritual de oração e louvor, assim como a opinião que a Missa pode ou deve definir-se somente como a entrega que Cristo faz de Si mesmo aos fiéis como alimento espiritual para eles (cf. Concílio de Trento, sessão 22, c. 2).” (‘Declaração de verdades relacionadas com alguns dos erros mais comuns na vida da Igreja de nosso tempo’, item 32)

 

e) Sobre a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX):

Dom Athanasius foi o bispo oficialmente responsável por visitar os seminários da Fraternidade São Pio X para discutir sua futura regularização com Roma. Para ele, a Fraternidade, seus sacerdotes e fiéis não só não são cismáticos, como também já deveriam ter sido regularizados pela Santa Sé:

“Não há razões de peso para negar aos sacerdotes e fiéis da FSSPX um reconhecimento canônico oficial. (…) A Santa Sé me pediu que visitasse os seminários da Fraternidade São Pio X com o objetivo de apoiar um debate sobre um tema teológico concreto com um grupo de teólogos da fraternidade e com Sua Excelência Dom Fellay. Isso me demonstra que para a Santa Sé a FSSPX não é uma realidade eclesial negligenciável, que é preciso levá-la a sério.

Guardo muito boa impressão de minhas visitas. O espírito do “sentire cum ecclesia” da FSSPX ficou claro quando me receberam como enviado da Santa Sá com verdadeiro respeito e muita cordialidade.Ainda, em ambos os seminários me alegrou ver na entrada a foto do Papa Francisco, o pontífice atualmente reinante. Nas sacristias havia placas com o nome de S.S. Francisco e do ordinário da diocese. Comoveu-me o cântico da oração tradicional pelo Papa (“Oremus pro pontifice nostro Francisco…”) durante a solene exposição do Santíssimo Sacramento.

Que eu saiba, não há razões de peso para negar aos sacerdotes e fiéis da FSSPX um reconhecimento canónico oficial, antes, deve-se aceitá-los como são por ora. Isso foi, na verdade, o que pediu o arcebispo Lefebvre à Santa Sé: “Que nos aceitem como somos”. A mim, parece que a questão do Concílio Vaticano II não deve ser considerada como uma condição sine qua non, já que se tratou de uma assembleia com fins e características primariamente pastorais. Parte das declarações conciliares reflecte unicamente as circunstâncias do momento e teve um valor temporal, como ocorre de costume com os documentos disciplinares e pastorais.

Se nos fixarmos na perspectiva dos dois milénios da história da Igreja, podemos afirmar que por ambas as partes (a Santa Sé e a FSSPX) há uma sobrevalorização e sobrestimação de uma realidade pastoral da Igreja que é o Concílio Vaticano II. O fato de que a FSSPX acredite, celebre os ritos e leve uma vida moral como exigia e reconhecia o Magistério Supremo e como observou universalmente a Igreja durante séculos, e se, ademais, reconhece a legitimidade do Papa e dos bispos diocesanos e reza publicamente por eles, reconhecendo também a validade dos sacramentos segundo a editio typica dos novos livros litúrgicos, deveria ser suficiente para a Santa Sé reconhecer canonicamente a FSSPX. Do contrário, perderá obviamente credibilidade a tão batida abertura pastoral e ecuménica da Igreja de hoje, e um dia a história reprovará as autoridades eclesiásticas atuais por ter imposto mais peso do que necessário (cf. At 15:28), o que é contrário ao método pastoral dos apóstolos.(Dom Athanasius Schneider, ‘Entrevista sobre o status da FSSPX’)

 

O novo livro

Em seu novo livro, elogiado pelo cardeal Sarah e Burke e demais autoridades católicas, o bispo Schneider deve reafirmar suas posições tradicionais, relacionando-as à crise na Igreja, ao pontificado atual e ao Sínodo para a Amazônia. Para os leitores em língua inglesa, trata-se de uma obra imperdível!

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