Católicos devem rejeitar a herética tese liberal da ‘separação entre Igreja e Estado’

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A Igreja Católica condena a tese liberal de que se deve ”separar a Igreja e o Estado”.

A Igreja e o Estado são duas sociedades distintas. Contudo, sua estrita separação é
absurda, antinatural e contraria o ensinamento magisterial constante dos Papas.

Confira os documentos magisteriais onde, de forma clara, a tese liberal foi condenada:

1. Papa Pio IX condenou:

Papa Pio IX condenou a proposição seguinte: “A Igreja deve estar separada do Estado e o Estado da Igreja” (É a 55ª proposição condenada pelo Syllabus[08.12.1864], DS 2955).

2. Papa Leão XIII também condenou:

Numa encíclica de 1892 endereçada ao clero e aos fiéis franceses, o Papa Leão XIII ensinou que “o princípio de separação entre Igreja e Estado […] equivale à separação entre a legislação humana e as leis cristãs e divinas”. E acrescentou:

”O Estado, tão-logo se recusa a tributar a Deus o que lhe é devido, nega também, por natural consequência, aos cidadãos aquilo a que, como homens, eles têm direito; porquanto — queira-se ou não admiti-lo — os direitos do homem nascem de seus deveres para com Deus. Donde se segue que o Estado, ao perder assim o objetivo principal de sua instituição, torna-se, ao fim e ao cabo, falso em si mesmo, na medida em que nega aquilo que constitui a razão última de sua própria existência. Essas verdades supremas são proclamadas com tanta claridade pela voz mesma da razão natural que chegam a impor-se aos que não se deixam cegar pela força das paixões. Eis porque os católicos devem tomar todas as cautelas para defender-se da ideia de uma tal “separação”.”

Ambas as declarações estão na Encíclica “Au Milieu des Sollicitudes, de 16 fev. 1892 (ASS 24 [1891/92] 528).

Ele ainda defendeu o culto público e deveres do Estado para com a verdadeira religião:

”É evidente que a sociedade política deve cumprir, por um culto público, os numerosos e importantes deveres que a unem a Deus” (Papa Leão XIII, Immortale Dei, Documentos da Igreja, vol. 12, Documentos de Leão XIII, Ed. Paulus pp. 237-266). O Papa Leão XIII também afirma que: ”Honrando a Divindade, as sociedades políticas devem seguir estritamente as regras e o modo segundo os quais Deus, Ele mesmo, declarou querer ser honrado”.

“Os chefes de Estado devem tomar por Santo o Nome de Deus, e, colocar, entre
seus principais deveres o de favorecer a Religião; de a proteger com seu altruísmo; de a cobrir com a autoridade tutelar das leis, e, de nada decidir ou estatuir que seja contrário a sua integridade. E isso, devem aos cidadãos, de quem são chefes”. (Encíclica Libertas (20.06.1888), EPS-PIN 204. Mesmo ensinamento na encíclica
Immortale Dei (sobre a constituição cristã dos Estados), EPS-PIN 132).

E também disse que:

”Pois é necessário professar uma religião na sociedade, é necessário professar aquela que é a única e verdadeira e que se reconhece facilmente, sobretudo nos países católicos, pelos sinais de verdade, cujo caráter reluzente leva consigo mesma. Essa religião, os chefes de Estado devem portanto conservar e proteger” (Libertas, pp. 311-344).

3. Papa São Pio X condenou ainda mais claramente:

Papa São Pio X escreveu:
“Que seja preciso separar Igreja e Estado, é uma tese absolutamente falsa, um perniciosíssimo erro. Baseada, com efeito, sobre aquele princípio de que o Estado não deve reconhecer nenhum culto religioso, é gravemente injuriosa a Deus; pois o Criador do homem é também o fundador das sociedades humanas, e Ele as conserva na existência assim como nos sustenta nesta. Nós Lhe devemos, portanto, não apenas um culto privado; mas um culto público e social para O honrar. Além disso, aquela tese é a negação muito clara da ordem sobrenatural. Ela limita, com efeito, a ação do Estado à mera busca da prosperidade pública durante esta vida (…)”.

Encíclica Vehementer nos de 11/02/1906.

Poderíamos passar dias citando documentos magisteriais de diversos Papas que condenaram esta tese liberal.

“O homem não está dividido em um cristão e um cidadão. Ele não deve ser cristão apenas em sua vida privada; mas em todos os domínios de sua vida. Deve, portanto, empreender uma política cristã, esforçando-se por colocar em acordo as leis civis com as leis divinas.

Quando uma população é muito majoritariamente católica, o catolicismo
deve ser a Religião de Estado. Porém, isso não significa que os cidadãos estejam
forçados a abraçar a Fé Católica. As conversões forçadas são, ao contrário,
estritamente proibidas, pois o ato de Fé deve ser um ato de vontade livre e não
pode ser coagido.”¹

Como o ensinamento é constante e foi usado unanimemente por todos os Papas antes dos erros que ocorreram no Concílio Vaticano II, ele compõe Magistério Ordinário Pontifical Infalível da Igreja. Portanto, obriga assentimento absoluto dos católicos romanos.

Igreja e Estado são sociedades distintas, porém nunca devem ser separadas. O erro não tem direitos. O erro não pode estar igualado juridicamente com a Verdade. As falsas religiões, como são erradas, não podem ser equiparadas juridicamente ao Catolicismo (verdadeira religião). Jesus Cristo e sua única Igreja não podem ser expulsos da vida pública. O ‘estado laico’ moderno é anti-católico por defender tal tese.

Em países onde a população é majoritariamente católica, o Estado DEVE ser católico.

Combata o Liberalismo e o Modernismo que hoje estão dominando as instituições.

 

REFERÊNCIAS:

[1] Pe. Matthias Gaudron, FSSPX. Catecismo Católico da Crise na Igreja.

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