Igreja Ortodoxa Búlgara: nenhuma oração comum por seu clero durante a visita do Papa Francisco

POPEA

A igreja ”ortodoxa” (cismática) predominante da Bulgária ordenou que o seu clero não participasse de orações ou serviços com o Papa Francisco quando ele visitar o país neste início de maio. A nova postura ”ecumênica” da Igreja Católica se iniciou no Concílio Vaticano II sendo até hoje muito criticada por diversos doutos teólogos.

O recém-nomeado camerlengo papal, Cardeal Farrell, conhecido por sua amizade com o ex-cardeal abusador McCarrick e por sua defesa do lobby gay na Igreja (elogiando inclusive o herege jesuíta James Martin, maior ativista gay no Vaticano), declarou que Roma ”busca comunhão e não jurisdição”.

“O convite ao Papa Francisco vem das autoridades do Estado, por isso é apropriado que os principais eventos sejam coordenados com as instituições do Estado”, disse o Santo Sínodo, que reúne 15 membros da Igreja, em um comunicado.

“Qualquer forma de serviço com um caráter comum litúrgico ou de oração, incluindo o uso de roupas litúrgicas, será inaceitável para nós. Nossos santos cânones não permitem isso.”

O Sínodo disse que havia concordado com a proibição por unanimidade depois de examinar um projeto de agenda para a visita do pontífice de 5 a 7 de maio e confirmá-la em uma carta ao núncio vaticano, o arcebispo Anselmo Pecorari.

Ele disse que o Patriarca Ortodoxo Búlgaro Neófito cumprimentaria o papa com outros líderes da igreja no Palácio Sinodal de Sofia e na Catedral Ortodoxa, mas disse que a participação do clero ortodoxo, incluindo o coro patriarcal da igreja, em outros eventos era “impossível”, enquanto um intérprete Ortodoxo estar disponível durante os eventos do palácio e da catedral.

O papa Francisco se reunirá com o primeiro-ministro Boyko Borissov e com o presidente Rumen Radev durante a peregrinação de três dias, que incluirá uma vigília inter-religiosa na Praça da Independência da capital e parada em um campo de refugiados. O itinerário inclui uma missa ao ar livre na Praça Battenberg, em Sófia, e uma visita a Rakovski, uma cidade predominantemente católica no centro da Bulgária.

Em entrevista concedida em 4 de abril à Nova TV da Bulgária, o metropolita ortodoxo Antony, metropolitano da Europa Ocidental e Central, disse que “não há tensão” em relação à visita entre as igrejas.

Outro teólogo ortodoxo, o diácono Ivan Ivanov, disse ao jornal Dnevnik em 5 de abril que a decisão sobre um boicote religioso foi tomada no início dos preparativos para a visita papal.

Ele acrescentou que os líderes ortodoxos búlgaros apreciaram o diálogo do papa com os muçulmanos e “cooperação em atividade social, diálogo teológico e diplomacia” com líderes ortodoxos, bem como sua oposição ao aborto e defesa de mulheres, crianças, pobres e socialmente excluídos.

“Temos feito muitas coisas úteis com católicos, como no cuidado de dioceses no exterior, casamentos mistos e cooperação científica teológica”, disse o diácono Ivanov.

“Mas deve ser notado que o papa sempre respeita os requisitos no respectivo país anfitrião, neste caso da Igreja Ortodoxa Búlgara, e isso está refletido nos protocolos relevantes da visita.”

Depois que ele deixar a Bulgária em 7 de maio, Papa Francisco visitará a vizinha Macedônia do Norte, que declarou independência da ex-Iugoslávia em 1991.

Matéria do site National Catholic Reporter. (Adaptada com acréscimos).

 

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