Quem são os cardeais que lutam pela destruição da Igreja Católica?

O ano era 1376. A Igreja passava por um período turbulento de sua história denominado “papado de Avignon” ou “Grande Cisma do Ocidente”. O clero estava gradativamente abandonando a fé, e, os Papas mantinham-se em Avignon, na França, recusando-se a retornar para Roma, sede do catolicismo mundial. Foi então que, durante o Pontificado de Gregório IX, uma jovem leiga de 29 anos chamada Catarina decidiu lhe enviar uma carta, onde manifestava cordialmente sua indignação com a situação e lhe implorava humildemente: “Santidade, volte para Roma. Aqui eu estou sentindo o odor fétido do inferno”. O Pontífice, no entanto, hesitou em voltar para a Cidade Eterna, indeciso sobre como deveria agir e o que deveria fazer. Foi aí que Catarina escreveu-lhe uma segunda carta, muito mais ousada do que a primeira, onde dizia-lhe: “Esto vir!” (em latim, “Seja homem!”). A História atesta que Gregório XI arrumou os seus pertences e retornou para Roma, dando um fim ao cativeiro dos papas em Avinhão e ao consequente cisma oriundo dessa situação. Alguns anos mais tarde, Catarina foi canonizada pela sua atitude ousada e heróica, sendo hoje conhecida em nossas paróquias como Santa Catarina de Siena.

A história, então, parece estar voltando a se repetir. A Igreja está novamente em crise. Parte do clero claramente já não se professa mais a fé católica, mas antes, usa de sua influência no Vaticano para destruí-la. Mascarados por uma falsa obediência ao Papa, eles aproximam-se do mesmo para demonstrar como lhe são ‘fiéis’, galgar postos mais altos na hierarquia romana, incluir ambiguidades propositais nos documentos oficiais de seu pontificado, e, é claro, convencê-lo de que aqueles que pedem por maior clareza doutrinal são seus ‘adversários ultra-fundamentalistas’.

Não podemos mais nos omitir. Perto do que tem acontecido no Vaticano, a Teologia da Libertação pregada por alguns bispos da alta cúpula da CNBB parece ser um grande nada. Temos que conhecer os verdadeiros ‘lobos em pele de cordeiro’ para poder fugir de seus falsos ensinamentos: “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. Pelos seus frutos os conhecereis.” (cf. Mt 7:15-16). Se nos omitirmos e não denunciarmos abertamente suas ações, muitas almas serão perdidas. É necessário que sigamos o mandamento de São Paulo à comunidade dos Efésios: “E não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente (cf. Ef 5:11). Chega de acobertarmos os maus pastores. Chega desse clericalismo morno e omisso. Como Santa Catarina de Siena, tornemos conhecidos entre os fiéis os verdadeiros responsáveis por macular o nome do pontificado do Papa Francisco, cujos mais influentes atualmente são os cardeais Kasper, Marx, Cupich e Farrell. É imoral permitir que os cardeais que defendem a ortodoxia como os cardeais Burke, Sarah e Müller lutem sozinhos, sem apoio nenhum por parte da opinião pública, enquanto que a grande mídia apresenta os cardeais ultra-progressistas como a ‘ala fiel ao Papa’ (sic).

Uma breve história da crise atual

Até 1958, a Igreja Católica era conhecida mundialmente pelo seu rigorismo na fiscalização da ortodoxia doutrinária de seus padres e seminaristas. Suas respostas aos suspeitos de heresia eram céleres e reconhecidas no mundo todo. O órgão responsável por essa ‘fiscalização constante’ denominava-se Tribunal do Santo Ofício, cujo comprometimento de seus membros em proteger o depósito da fé transmitido pelos Apóstolos era tamanho que colocavam sob observação mesmo aqueles que posteriormente teriam sua santidade reconhecida (como, por exemplo, São Pe. Pio de Pietrelcina) pois sabia, por exemplo, que muitos forjavam milagres com o intuito de ganhar boa-fama.

Chega então a época do Concílio Vaticano II, cuja ideia inicial era supostamente preparar novas estratégias pastorais para pregar as verdades de sempre num mundo traumatizado por duas grandes guerras mundiais. Sob a justificativa de que as medidas adotadas pelo Santo Ofício até então, escandalizavam o povo por passarem a ele uma imagem extremamente ‘severa’ da Igreja num momento em que o mundo encontrava-se profundamente abalado pelos acontecimentos do pós-guerra e muitos países eram governados por regimes ditatoriais, o Papa João XXIII convenceu-se de que fazia-se necessário agora enfatizar mais o atributo ‘misericordioso’ da Santa Sé do que o atributo ‘rigorista’ aplicado até então (cf. Papa João XXIII, Discurso de Sua Santidade Papa João XXIII na abertura solene do Ss. Concílio, VIII, 2). Com sua morte, Paulo VI assume e dá prosseguimento à suas reformas através da supressão do Tribunal do Santo Ofício em 1965 e sua substituição pela Congregação para a Doutrina da Fé (órgão existente até hoje). Este novo órgão já não teria mais o direito, por exemplo, à censurar previamente os acusados ou agir secretamente para identificar suspeitos de heresias ou má-conduta sexual e garantiria aos acusados, alguns direitos novos, dando-lhes, por exemplo, a oportunidade de irem para Roma se explicar, serem convidados a se retratar, e, é claro, terem um tempo determinado para refletir em silêncio sobre suas atitudes, antes de, finalmente, serem condenados pela nova Congregação. A punição e correção pública passaria a ser utilizada somente como o último dos últimos recursos.

Não demorou muito para vermos os frutos dessa reforma. Com a supressão do Tribunal do Santo Ofício e o consequente ‘relaxamento’ nas fiscalizações disciplinares e doutrinais dos padres e seminaristas promovida pela mesma, uma crise generalizada atingiu o clero católico. A partir de 1965, multiplicaram-se os casos de abusos sexuais por clérigos contra menores de idade e jovens seminaristas. Homossexuais e ativistas do movimento gay passaram a circular livremente pelos seminários, paróquias, arquidioceses, e, infelizmente, na própria Cúria Romana. A Teologia da Libertação se difundiu nos seminários da América Latina. Abusos litúrgicos tornaram-se comuns e constantes. Inúmeros sacerdotes rejeitam publicamente vários dogmas da fé enquanto que outros simplesmente mostram um desprezo absoluto pela doutrina tradicional da necessidade de adesão à Igreja para a salvação. As condenações por parte da Congregação para a Doutrina da Fé são raras e escassas, e, geralmente, só ocorrem quando o escândalo já foi estabelecido. O modernismo – condenado por São Pio X – agora encontra, infelizmente, representantes tanto no baixo quanto no alto clero.

Temas polêmicos como a proibição do sexo antes do casamento, o uso de anticoncepcionais e até mesmo a própria existência de um inferno eterno do qual devemos fugir praticamente desapareceram dos sermões dominicais.  Muitos dos párocos nem sequer se empenham em conhecer os nomes de seus respectivos paroquianos ou tentar atrair mais pessoas para a Igreja. Alguns, inclusive, chegam a se recusar a ir prestar os sacramentos para católicos que pedem por eles no leito de morte por estarem ‘muito ocupados’.

A crise no clero acabou por gerar uma crise na fé, uma vez que, já não sendo mais alertadas por seus respectivos párocos sobre as consequências espirituais de seguir outras religiões, faltar a missa aos domingos, comungar sem se confessar, deixar de estudar as razões pelas quais se crê ou no que se crê, e, é claro, educar seus filhos na verdadeira fé, as famílias católicas começam a abandonar a Igreja pouco a pouco, abraçando novas doutrinas ‘pelo prurido de escutar novidades’ (2 Tm 4:3), já que, afinal, o ‘catolicismo oficial’ parece ser muito “rígido” e sem sentido, já que não se ouve mais falar que ele é salvificamente indispensável.

O ecumenismo, por sua vez, idealizado pelo Concílio Vaticano II como uma grande estratégia pastoral de ‘diálogo’ com os não-católicos com o intuito de os convencer a retornar à unidade cristã presidida pelo bispo de Roma, tornou-se, em conjunto com os chamados ‘diálogos inter-religiosos’, o maior símbolo do indiferentismo, relativismo e confusão religiosa de nossos tempos, sendo uma das principais causas de escândalo para os fiéis. Uma consequência clara disso é evidenciada pelas pesquisas sociológicas realizadas ao redor no mundo: nos Estados Unidos, por exemplo, apenas 14% dos católicos acreditam que a Fé é necessária para se salvar. Já em temas relacionados à moral sexual, apenas 13% dos católicos que frequentam a missa semanalmente dizem que a contracepção é moralmente errada. Metade também considera que o comportamento homossexual “é moralmente aceitável” ou “não é uma questão moral” (sic). Na Europa, onde, em média, 52% dos cristãos que frequentam regularmente a Igreja são a favor do aborto e 58% a favor do casamento gay.

No Brasil, a situação não é muito diferente. Apenas 21% dos católicos acreditam no dogma “fora da Igreja não há salvação” (extra ecclesia nulla sallus), presente nos itens §846-848 do Catecismo da Igreja Católica. Muitos sequer nem ouviram falar no seu significado. 58% dos católicos brasileiros acredita também na ridícula crença do “mau-olhado”, isto é, a superstição pagã (de origem afro-brasileira) de que algumas pessoas tem o ‘poder’ de ‘amaldiçoar’ ou ‘enfeitiçar’ as outras (no caso, os católicos). Totalmente perdidos, terrivelmente desinformados e completamente desamparados por seus pastores (que, como falei anteriormente, já não se importam mais sequer em conhecê-los nominalmente), tornam-se presas fáceis dos mais diversos tipos de seitas, que, como mostram os gráficos, começaram a crescer no Brasil durante a década das reformas e desde então não pararam mais.

Os Papas João Paulo II e Bento XVI se esforçaram para tentar conter esses abusos, afirmando que a nenhuma reforma do Concílio poderia ser dada uma interpretação que contradissesse a doutrina de sempre. Para isso, chegaram inclusive a silenciar alguns dos principais líderes modernistas de suas épocas como o teólogo alemão Hans Küng (que outrora participara como ‘perito’ no Concílio) e o ex-frei brasileiro Leonardo Boff. A reforma institucional realizada pelos Papas conciliares contra o ‘rigorismo’ e ‘punitivismo’ do Santo Ofício (agora Congregação para a Doutrina da Fé), no entanto, foi mantida, motivo pelo qual os silenciamentos (nunca excomunhões) mantiveram-se raros e limitados aos ‘cabeças’ de cada seita modernista: Küng, por exemplo, era o maior expoente do liberalismo teológico alemão, movimento este que influenciava praticamente todos seminários da Europa de então, enquanto que Boff era o maior expoente do marxismo teológico brasileiro, que, por sua vez, também tinha uma influência em praticamente toda a América Latina.

Por mais bons que alguns acreditem que eles tenham sido, os Papas João Paulo II e Bento XVI também subestimaram a malícia de alguns membros do clero de seu tempo. Por algum motivo, por exemplo, João Paulo II nomeou o então influente arcebispo americano Theodore McCarrick para o cardinalato em 2001. Já Bento XVI, por sua vez, ao mesmo tempo em que dispôs de seu pontificado para combater o avanço do modernismo no seio da Igreja, elevou ao cardinalato os teólogos alemães Walter Kasper e Reinhard Marx, líderes do liberalismo teológico alemão.

É chegado então o pontificado do Papa Francisco, o primeiro latino-americano a ocupar a Cátedra de Pedro. O novo Papa parecia, a princípio, que daria prosseguimento às políticas de João Paulo II e Bento XVI. Mas logo cedeu lugares na alta hierarquia da Igreja aos modernistas (ex: cardeal Reinhard Marx, ultra-modernista cardeal Walter Kasper, bispo McElroy, etc)

Infelizmente, o pontificado atual é marcado por ambiguidades. O Papa Francisco coloca cardeais abertamente pró-homossexualismo e pró-modernismo para altos cargos na Cúria. Um cardeal como Farrell nunca mereceu ser camerlengo papal (nem mesmo ser cardeal), visto que ele é um dos maiores ativistas gays no Vaticano, já tendo elogiado o livro absurdo pró-sodomia do herege jesuíta James Martin (maior ativista gay no Vaticano que já deveria ter sido excomungado) chamado “Build Bridge”. Marx, Cupich e Tagle nunca mereciam presidir à Corte sobre os Abusos Sexuais no Vaticano, dado que eles ignoram o principal problema sobre este tema: a homossexualização de parte do clero (80% dos padres abusadores é homossexual). Sem falar que Cupich era amigo pessoal e só virou cardeal por causa da influência do ex-cardeal abusador sexual McCarrick.

Isto tudo sem falar da enorme influência do herege, este talvez o pior de todos, cardeal Kasper com o Sumo Pontífice. Kasper é chamado de “o teólogo do Papa” devido sua grandiosa influência. Kasper é pró-homossexualismo, contra a tradição, defende que Cristo não ressuscitou, defende que Cristo não é Filho de Deus e etc. É amigo pessoal de McCarrick e é um dos maiores ativistas gay na Cúria.

O ex-cardeal McCarrick não só manteve-se ocultamente abusando de jovens seminaristas (o que foi demonstrado posteriormente) como também ignorava publicamente as ordens do então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger, que havia publicado uma carta oficial aos bispos americanos exortando-os a se negar a dar a Sagrada Eucaristia e demais sacramentos aos políticos defensores do aborto.  Diante disso, então, o progressista McCarrick liderou um esforço bem sucedido para que o USCCB (Conferência Episcopal dos Estados Unidos, equivalente à uma ‘CNBB’ americana) permitisse que os bispos de dioceses individuais rejeitassem as ordens da Sagrada Congregação e decidissem por conta própria quem era ou não elegível para receber os sacramentos, em vez de proibir todos os políticos americanos pró-aborto de fazê-lo. Embora isso tenha causado um escândalo entre os fiéis americanos, o mais triste é que, no entanto, aparentemente o Vaticano nada fez para solucionar a questão.

Muitos deles militam no Vaticano para convencer o Papa a alterar a doutrina da Igreja, ou, pelo menos, deixá-la o mais ambígua possível para que eles possam dar a interpretação que lhes for conveniente em suas arquidioceses.

Diversos cardeais, heróis, se levantaram contra as ambiguidades do papado atual. Entre eles os cardeais da dúbia. Lembrando que os erros do Papa nestas matérias em nada interferem o dogma da Infalibilidade Papal.

O sistema imunológico da Igreja – como diz o Padre Paulo Ricardo – foi desligado. Condenações se tornaram raras. Hereges continuam em altos cargos no clero. Precisamos combater os cardeais defensores da “hermenêutica da ruptura” com a tradição.

É a hora dos leigos fiéis a doutrina e a Roma se levantarem contra os abusos e heresias de uma parte do clero. Defenda a moral sexual da Igreja.

RETRATAÇÃO PÚBLICA:

O post estava com diversos erros sensacionalistas contra alguns cardeais. Removemos estas partes por questão de justiça.

Pedimos que não veiculem mais estas informações.

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