Após aborto legalizado, 95% dos médicos recusam realizar a prática na Irlanda

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Desde o dia 1º de janeiro deste ano, as irlandesas podem realizar um aborto até a 12ª semana de gestação, sem qualquer restrição. A decisão foi tomada ano passado, porém entrou em prática somente este ano. Contudo, segundo o jornal irlandês Southern Star, menos de 5% dos médicos tem se colocado à disposição do governo para realizar a prática, por acreditarem que o nascituro é uma pessoa humana desde a concepção, não podendo portanto, ser assassinado.

A Associação Nacional de Médicos de Clínica emitiu nota argumentando que a forma ”apressada” com que serviços de cessação de gravidez estavam sendo introduzidas era inaceitável e completamente insegura para a saúde das mulheres que optam por tal prática mortífera. Uma das críticas advém do fato de que a nova legislação permite que meninas de apenas 15 anos – ou menos – tenham direito de assassinar seus filhos sem o conhecimento ou consentimento de seus pais. Todos os contribuintes são obrigados a financiar os assassinatos por meio de seus impostos e o direito de objeção de consciência dos médicos (poder negar realizar tal prática nefasta) está prescrito na lei porém de maneira ineficaz e duvidosa por não dar garantias trabalhistas quanto a isto.

Para os defensores do aborto, a baixa adesão dos médicos se daria pelo medo de represálias por parte das ONGs pró-vida. O Departamento de Saúde Irlandês alegou que dos 179 clínicos gerais se inscreveram para realizar abortos,  cerca de 30 pediram que seus nomes não fossem compartilhados no canal direto aberto pelo governo.

A Irlanda que possui maioria católica (mesmo que grande parte se considere ”não-praticante”) já tem a prática legalizada, decisão foi apoiada pela maioria da população ao responderem o referendo (que ficou 66,4% para os defensores da suposta ”liberdade” contra 33,6% de votos para os defensores da vida) em maio de 2018. Já seu vizinho, a Irlanda do Norte, país tradicionalmente de maioria protestante (que, segundo pesquisa de 2011, apresenta 45,1% de católicos e 48,4% de protestantes), apresenta uma das leis mais restritivas do aborto na Europa (com até mesmo estupro e ”anormalidade” fetal fetal não são consideradas fundamentos legais para a interrupção da gravidez).

Por incrível que pareça, a Irlanda do Norte deve ter maioria católica em 2021. Neste país, o ”casamento” gay é proibido, sendo permitido apenas parcerias civis, sendo o único país pró-família do Reino Unido.

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