Maioria é a favor do fim do casamento gay no Brasil, diz Ibope

bandeira do diabo

A última pesquisa realizada pelo Ibope sobre o índice de conservadorismo do brasileiro assustou os ativistas do movimento LGBT: a rejeição ao tal “direito ao casamento homossexual”, que nos últimos anos só vinha diminuindo, cresceu de 44% em 2016 para 50% em 2018 (último ano da pesquisa). Já o apoio ao “direito” inventado pelo Judiciário com o apoio de Lula, Dilma e partidos de esquerda em 2011, diminuiu de 42% em 2016 para 39% em 2018, aumentando a diferença para os contrários de 2% em 2016 para 11% em 2018 (!). A pesquisa está disponível no site do Ibope e pode ser lida na íntegra clicando aqui.

No Nordeste – região historicamente associada à esquerda – a rejeição à bandeira política do casamento entre homossexuais chega a 56%, uma diferença de 23% para os favoráveis, que somam 33% da população. No Sul – a região mais socialmente desenvolvida do Brasil  – a rejeição ao casamento gay é um pouco menor que a do Nordeste, mais ainda assim supera a média nacional: 53% são contrários ao casamento homossexual e 35% são favoráveis (uma diferença de 18%). As duas regiões são conhecidas por serem as regiões mais católicas do país.

Nas regiões onde o protestantismo mais cresce (Norte/Centro-Oeste e Sudeste), o Ibope constatou um cenário mais dividido. Embora nas regiões Norte e Centro-Oeste, a rejeição ao casamento entre homossexuais também seja por volta de 55% (enquanto que os favoráveis somam 33% – uma diferença de 22%), no Sudeste, a região mais industrializada do país, o instituto encontrou um empate técnico, com 46% favoráveis e 44% contrários a legalização (uma diferença que fica na margem de erro e torna o Sudeste a região mais dividida do país no tocante a questão).

Entre os protestantes, 70% se declaram contrários a legalização, sendo apenas 22% favoráveis a pauta (diferença de 48%). Já entre os católicos, a diferença é menor, mais ainda assim a maioria (45%) se opõe a legalização, concordando com o que pensa o Papa Francisco, atual líder da Igreja Católica.

Outras pesquisas de opinião realizadas ao longo do último ano já vinham apontando para uma “onda conservadora” no país. De acordo com outra pesquisa, realizada pelo instituto Real Time Big Data e divulgada pela RecordTV e pelo portal R7 um pouco antes da eleição, 64% dos brasileiros disseram que o próximo chefe do Poder Executivo não deveria trabalhar para que fosse permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo, enquanto apenas 36% se mostraram favoráveis. Entre os homens, 59% se declararam contrários e 41%, a favoráveis. Já entre as mulheres, 69% se declararam contrárias e 31% favoráveis.

O cenário conservador do Brasil, no entanto, não pode ser lido como uma “novidade”. Muito antes da “onda conservadora” atingir o Brasil, por exemplo, a última pesquisa que o instituto Datafolha realizou sobre a adoção de crianças por casais homossexuais em 2010 já havia apontado que a maioria dos brasileiros (51%) se posicionavam contrários a legalização, enquanto que apenas 39% se mostravam favoráveis (uma diferença de 12%). Com a “onda conservadora” e a posterior eleição de Bolsonaro, tal cenário apenas tende a se aprofundar e tomar dimensões históricas, uma vez que reverte a tendência mundial de promoção das “novas identidades de gênero”.

Uma enquete de internet realizada pela Globo mostrou que 61% dos internaturas que votaram em Bolsonaro declararam que concordavam de alguma forma com a ideia do governo de definir casamento somente como a união entre um homem e uma mulher, sendo apenas 24% contrários.

Tais resultados estão em sintonia com o que pensa o novo Presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre o tema. Durante seus 28 anos de Congresso, o então deputado Bolsonaro declarava-se totalmente contrário tanto ao “casamento” homossexual quanto ao consequente “direito” de adoção por gays (a quem o casamento conferiria). Durante a campanha e posterior eleição, o Presidente voltou a prometer defender a família “como está estabelecida no artigo 226 da Constituição Federal”, e assinou um termo de compromisso com a Igreja Católica (a quem diz fazer parte), diante do bispo do Rio de Janeiro, o Cardeal Dom Orani Tempesta, para “promover o verdadeiro sentido do matrimônio, como união entre homem e mulher” e “combater o ativismo judicial, caracterizado pela usurpação das atribuições do Poder Legislativo pelo Poder Judiciário, com a responsabilização daqueles que assim agirem”. O mesmo defendeu no Facebook o seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Uma vez dispondo do apoio popular para reverter a decisão do casamento gay, o atual Presidente da República poderia de várias formas corresponder aos anseios nacionais, como por exemplo: 1) Indicando ministros conservadores ao STF para reverter as últimas decisões tomadas contra o conceito constitucional de família (como está fazendo o presidente americano Donald Trump); 2) Abolindo as últimas decisões da Suprema Corte sobre o caso através de um Decreto Presidencial (que provavelmente será questionado pelo STF, mas que, devido à demora própria do Tribunal em julgar tais ações, levaria anos para ser analisado, garantindo assim tempo para que Bolsonaro recompusesse o STF com novos ministros conservadores que manteriam a decisão); 3) Apoiando o Congresso “mais conservador da história” a aprovar o Estatuto da Família; 4) Convocando um plebiscito para alterar o texto constitucional e torná-lo ainda mais claro no que se refere ao conceito de entidade familiar.

Sob a perspectiva jurídica, os maiores problemas relacionados à permissão do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, estão no fato de que, ao resumir o conceito de casamento e família ao “afeto consensual”, o Judiciário causa uma verdadeira confusão jurídica, já que, por coerência, seria obrigado a incluir na sua definição de família todos os demais modelos de uniões consensuais não-tradicionais excluídos do conceito constitucional de família como, por exemplo, os casais “poliafetivos” (isto é, formados por mais do que duas pessoas que querem se casar e adotar crianças) e casais incestuosos (como um filho e uma mãe maiores de idade que mantêm uma vida sexual ativa conscientemente e querem se casar para poder adotar crianças). Para os que pensam que tal argumento foge a realidade, é válido lembrar que ano passado chegou a primeira ação no CNJ pedindo o reconhecimento das chamadas uniões “poliafetivas” com base na decisão que o mesmo órgão havia tomado alguns anos atrás com relação ao dito “casamento” gay. Sua aprovação abriria precedente para o casamento de 3, 4, 5, 6… pessoas até que não houvesse mais sentido a ideia de o Estado ter um contrato de casamento.

Sendo um dos benefícios do casamento a adoção de crianças e o direito à fertilização in vitro (os chamados “direitos de família”), críticos do casamento homossexual dizem que, por coerência, o direito à adoção também teria que ser estendido a todos estes “novos modelos” de família (homotransafetivas, poliafetivas, incestuosas, etc), ignorando-se assim as necessidades psicológicas fundamentais das crianças, como por exemplo, no caso das uniões homossexuais, a necessidade psicológica intrínseca a todo ser-humano de ser criado e educado pelas figuras fundamentais para o seu pleno desenvolvimento psicológico: o pai e a mãe. Essa permissão à adoção homossexual – fruto da sua equiparação a entidade familiar consequente da liberação do chamado “casamento gay” – viria num momento em que há muitos mais casais esperando para adotar nas filas de adoção do que crianças para serem adotadas e num momento em que a Academia Americana de Pediatras (American College of Pediatricians) havia acabado de expor uma série de estudos demostrando que tal adoção é extremamente prejudicial à saúde psicológica das crianças.

De acordo com o Dr. Ives Gandra Martins, um dos maiores juristas brasileiros vivos, uma vez que a Constituição Federal define expressamente “entidade familiar” como “a entidade formada pela união estável entre um homem e uma mulher” (cf. CF, art. 226, inciso III), as últimas decisões tomadas pelo Judiciário durante a Era Petista de obrigar os cartórios a reconhecer as famílias “homotransafetivas” tem sido também expressamente inconstitucionais, devendo, no futuro, ser abolidas. Ele ressalta ainda, que mesmo antes da decisão que reconheceu o “casamento” homossexual, gays que moravam juntos já poderiam dispor de todos os benefícios patrimoniais através de outros contratos, como, por exemplo, o contrato de herança, etc.

Além do casamento homossexual, a pesquisa o Ibope também perguntou aos brasileiros sobre outros temas políticos polêmicos como a legalização do aborto, a redução da maioridade penal, a pena de morte e a prisão perpétua para crimes hediondos.

Sobre o aborto, 80% se declararam contrários a legalização e somente 15% favoráveis (uma diferença de 65%). Sobre a redução da maioridade penal, 73% se declararam favoráveis e 22% contrários (uma diferença de 51%). Sobre a pena de morte, 50% se declararam contrários e 45% favoráveis (uma diferença de 5%). Já sobre a prisão perpétua para crimes hediondos (como estupro e assassinato), 77% se declararam favoráveis e 19% contrários (uma diferença de 58%). Tudo isso ilustra que o Brasil ainda é uma nação profundamente conservadora, fruto de um longo contexto histórico marcado pela presença do cristianismo, e, atualmente, da insegurança pública generalizada.

Os progressistas podem fazer muito barulho, mas ainda são minoria no nosso país. Agora que uma nova era se inicia no Brasil, pressionemos o Presidente, seus ministros e nosso novo Congresso a avançar a agenda pró-família que os Governo Petista tanto enfraqueceu através de seus ministérios, “kits-gays” e indicações ao Supremo Tribunal Federal.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s